A violência Psicológica acontecia diariamente por parte da ''Filha Protegida'' antes mesmo de nossa mãe precisar usar fraudas, e não conseguir tomar seus banhos sozinha.
Colocamos corrimão ao redor da casa toda ( coisa que ela nunca usou pelo fato de ter se acomodado e infelizmente não se ajudar) nos degraus, nos banheiros, e onde mais fosse necessário.
Muitas vezes ela sentava-se sozinha mas não conseguia levantar-se e pedia ajuda, a forma que a 'Filha Protegida'' fazia isso era tão forte a puxar para levantar que ela vivia com pequenos hematomas em suas mãos e seu corpo doía, e quem levava na massagista eu, não sei quantas vezes fiz isso, perdi a conta. Falava para a minha mãe que ela precisava tomar uma atitude e que ela precisava respeita-la, ela dizia que eu que gostava de confusão e que as coisas não eram assim como eu falava. Falava pra a "filha Protegida'' que ela não precisava gostar de mim, nem me respeitar mas a nossa mãe sim pois ela cuidou de todas, mesmo com tantas dificuldades.
Quando pressionava mais firmemente, ela me expulsava de casa e me lembro que isso aconteceu 9 meses durante esses anos de uma vida infernal. No inicio era proteção mesmo mas nos últimos tempos era medo de ser maltratada mais uma vez. Nunca Presenciei a violência física, mas não duvido que isso tenha acontecido e nossa mãe nunca ter contado a ninguém.
Nossa mãe piorou para dependência física depois que um dia ela resolveu deixar nossa mãe de castigo no banheiro por 3hrs por ter jogado o lixo fora do lixeiro. Quando cheguei em casa para fazer o almoço meu e dela me deparei com a situação, mas mesmo assim continuava a protege-la.
Foi então que começou a correria nas estradas, em todo o tipo de especialista. Uma pessoa que teve apenas um inicio de AVC e o organismo saldável, ~se colocasse em pé não conseguia ficar pois o seu psicológico acabou em nada para manter-se em movimento.
E depois disso as coisas só pioraram cada vez mais, pois a ''Filha Protegida'' também tinha nojo de trocar as fraudas e roupas de cama com xixi, dar banho,mas não tinha vergonha e nem o mínimo de consideração em humilha-lá .
Ninguém precisava me contar pois sabia bem certinho, porque antes de sair para o trabalho dava o café da manhã para ela e os seus remédios e ela se sentava e tomava o remédio bem tranquila. Quando chegava do trabalho, a maioria dos dias não conseguia fazer com que ela sentasse na cama, caia para um lado , ou para o outro e até mesmo para traz. Lentar ela da cama e fazer andar pra ir até o banheiro tomar banho(ela adorava) se tornava muito difícil pois seus sistema nervoso atrofiava e mal conseguia levantar e movimentar os pés. Mas dava banho nela todo dia, no inverno a o meio-dia e no verão a noite. Ela tinha muita confiança em mim, arrumava o cabelo dela com gel e usava colônia nem que fosse para ir dormir, mas nunca deixei de fazer.
Mas o pior de todas as violências, inclusive essa e porque as pessoas que estão ao redor , fazem de conta que nada está acontecendo. Muitas vezes e não sei quantas foram pensei em ir na assistência social, mas eu não tinha apoio de ninguém. O problema era meu, nem minha própria mãe me ajudava, pois precisa protege-la, muitas vezes me pediu para não contar a ninguém o que acontecia dentro de nossa casa, mas não precisava contar pois estava escancarado e não dava para '' tampar o sol com a peneira''.
Nossa mãe pagou caro por essa proteção, vocês não tem noção o quanto ela chorou e quantas brigas arrumei para as coisas serem diferentes e então ela protegia a filha mais uma vez e me mandava ir embora daquela casa. Mas eu não fui continuei ali do lado dela.
Mas essa preferencia com a filha protegida vem de sempre, pessoas conhecidas conversava com ela que era eu quem fazia tudo por ela, mas mesmo assim ela nunca fez questão de mostrar a sua preferencia.
O preço que ela pagou foi muito alto, a ''filha protegida'' a humilhava e a outra filha simplesmente a abandonou como se o problema não era com ela e eu que fazia tudo( falo isso porque abri mão de minha vida)nada estava bom e brigava comigo e me mandava embora daquela casa.
Johana da Silva
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