terça-feira, 25 de agosto de 2015

Trabalho X Doença em Familia

Sinceramente me sinto mal só em lembrar que vou escrever sobre isso.
Tinha um trabalho com salario razoável, patrões excelente e a empresa foi a falência, o próximo que a consegui fiquei 3 meses, a primeira vez  que tive Urgência em levar minha mãe ao médico tive problemas, arrumei outro e vocês não imaginam o salario, quase nada. Me submeti pois precisava de dinheiro e não importava o quanto. Comecei a fazer trabalho extra a domicilio em outras áreas. Além de trabalhar fazia curso 2 vezes por semana pela empresa. Nessas horas que você conhece as pessoas. Algumas pessoas ainda me perguntam hoje: Como você conseguia dar conta de tudo? Só sei que consegui por que Deus estava comigo e ele nunca vai me abandonar.
Tinha um recipiente onde deixava os remédios e junto com eles a lista dos horários e quantidades, algumas vezes chegava de fazer serviços extras as 22:00hrs e ela não tinha tomado os remédios que eram as 19:30hras porque a "filha protegida" não tinha dado.
Acordava de 4 a 8 vezes por noite para atender a mãe doente, ela não tinha noção de horas e também não se importava muito com isso e se não fizesse outro dia era pior e se fosse a ''filha protegida'' a levantar como escrevi em outra postagem, tinhas as humilhações em alto tom de voz que fariam os próximos dias ainda pior, pois atacavam o sistema nervoso dela e fazia com que as tarefas básicas como, sentar, levantar, tomar banho, comer e andar se tornassem ainda pior.
Então em qualquer lugar que você trabalhe, vão te dizer: Você não pode trazer os problemas de casa para o trabalho.
Escutei isso não sei quantas vezes quando fui falar dos meus problemas aos meus colegas de trabalho, então fui aprendendo da pior forma, todos me viam sempre sorridente e feliz cumprimentando a todos, mas aos poucos eu fui me isolando, só eu sei o quanto chorei e as inúmeras vezes que a única forma de sentir um abraço que tanto precisava era abraçar meus gatos e minha cachorra de estimação.
Hoje em dia escuto comentários, que não entendem porque mudei meu comportamento, continuou cumprimentando a todos sorridente e feliz, mas nada além disso.



Johana da Silva


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