quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Violência Psicolológica em Familia

A violência Psicológica acontecia diariamente por parte da ''Filha Protegida'' antes mesmo de nossa mãe precisar usar fraudas, e não conseguir tomar seus banhos sozinha.
Colocamos corrimão ao redor da casa toda ( coisa que ela nunca usou pelo fato de ter se acomodado e infelizmente não se ajudar) nos degraus, nos banheiros, e onde mais fosse necessário.
Muitas vezes ela sentava-se sozinha mas não conseguia levantar-se e pedia ajuda, a forma que a 'Filha Protegida'' fazia isso era tão forte a puxar para levantar que ela vivia com pequenos hematomas em suas mãos e seu corpo doía, e quem levava na massagista eu, não sei quantas vezes fiz isso, perdi a conta. Falava para a minha mãe que ela precisava tomar uma atitude  e que ela precisava respeita-la, ela dizia que eu que gostava de confusão e que as coisas não eram assim como eu falava. Falava pra a "filha Protegida'' que ela não precisava gostar de mim, nem me respeitar mas a nossa mãe sim pois ela cuidou de todas, mesmo com tantas dificuldades.
Quando pressionava mais firmemente, ela me expulsava de casa e me lembro que isso aconteceu 9 meses durante esses anos de uma vida infernal. No inicio era proteção mesmo mas nos últimos tempos era medo de ser maltratada mais uma vez. Nunca Presenciei a violência física, mas não duvido que isso tenha acontecido e nossa mãe nunca ter contado a ninguém.
Nossa mãe piorou para dependência física depois que  um dia ela resolveu deixar nossa mãe de castigo no banheiro por 3hrs por ter jogado o lixo fora do lixeiro. Quando cheguei em casa para fazer o almoço meu e dela me deparei com a situação, mas mesmo assim continuava a protege-la.
Foi então que começou a correria nas estradas, em todo o tipo de especialista. Uma pessoa que teve apenas um inicio de AVC  e o organismo saldável, ~se colocasse em pé não conseguia ficar pois o seu psicológico acabou em nada para manter-se em movimento.
E depois disso as coisas só pioraram cada vez mais, pois a ''Filha Protegida'' também tinha nojo de trocar as fraudas e roupas de cama com xixi, dar banho,mas não tinha vergonha e nem o mínimo de consideração em humilha-lá .
Ninguém precisava  me contar pois sabia bem certinho, porque antes de sair para o trabalho dava o café da manhã para ela e os seus remédios e ela se sentava e tomava o remédio bem tranquila.  Quando chegava do trabalho, a maioria dos dias não conseguia fazer com que ela sentasse na cama, caia para um lado , ou para o outro e até mesmo para traz. Lentar ela da cama e fazer andar pra ir até o banheiro tomar banho(ela adorava) se tornava muito difícil pois seus sistema nervoso atrofiava e mal conseguia levantar e movimentar os pés. Mas dava banho nela todo dia, no inverno a o meio-dia e no verão a noite. Ela tinha muita confiança em mim, arrumava o cabelo dela com gel e usava colônia nem que fosse  para ir dormir, mas nunca deixei de fazer.
Mas o pior de todas as violências, inclusive essa e porque as pessoas que estão ao redor , fazem de conta que nada está acontecendo. Muitas vezes e não sei quantas foram pensei em ir na assistência social, mas eu não tinha apoio de ninguém. O problema era meu, nem minha própria mãe me ajudava, pois precisa protege-la, muitas vezes me pediu para não contar a ninguém o que acontecia dentro de nossa casa, mas não precisava contar pois estava escancarado e não dava para '' tampar o sol com a peneira''.
Nossa mãe pagou caro por essa proteção, vocês não tem noção o quanto ela chorou e quantas brigas arrumei para as coisas serem diferentes e então ela protegia a filha mais uma vez e me mandava ir embora daquela casa. Mas eu não fui continuei ali do lado dela.
Mas essa preferencia com a filha protegida vem de sempre, pessoas conhecidas conversava com ela que era eu quem fazia tudo por ela, mas mesmo assim ela nunca fez questão de mostrar a sua preferencia.
O preço que ela pagou foi muito alto, a ''filha protegida'' a humilhava e a outra filha simplesmente a abandonou como se o problema não era com ela e eu que fazia tudo( falo isso porque abri mão de minha vida)nada estava bom e brigava comigo e me mandava embora daquela casa.

Johana da Silva

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Trabalho X Doença em Familia

Sinceramente me sinto mal só em lembrar que vou escrever sobre isso.
Tinha um trabalho com salario razoável, patrões excelente e a empresa foi a falência, o próximo que a consegui fiquei 3 meses, a primeira vez  que tive Urgência em levar minha mãe ao médico tive problemas, arrumei outro e vocês não imaginam o salario, quase nada. Me submeti pois precisava de dinheiro e não importava o quanto. Comecei a fazer trabalho extra a domicilio em outras áreas. Além de trabalhar fazia curso 2 vezes por semana pela empresa. Nessas horas que você conhece as pessoas. Algumas pessoas ainda me perguntam hoje: Como você conseguia dar conta de tudo? Só sei que consegui por que Deus estava comigo e ele nunca vai me abandonar.
Tinha um recipiente onde deixava os remédios e junto com eles a lista dos horários e quantidades, algumas vezes chegava de fazer serviços extras as 22:00hrs e ela não tinha tomado os remédios que eram as 19:30hras porque a "filha protegida" não tinha dado.
Acordava de 4 a 8 vezes por noite para atender a mãe doente, ela não tinha noção de horas e também não se importava muito com isso e se não fizesse outro dia era pior e se fosse a ''filha protegida'' a levantar como escrevi em outra postagem, tinhas as humilhações em alto tom de voz que fariam os próximos dias ainda pior, pois atacavam o sistema nervoso dela e fazia com que as tarefas básicas como, sentar, levantar, tomar banho, comer e andar se tornassem ainda pior.
Então em qualquer lugar que você trabalhe, vão te dizer: Você não pode trazer os problemas de casa para o trabalho.
Escutei isso não sei quantas vezes quando fui falar dos meus problemas aos meus colegas de trabalho, então fui aprendendo da pior forma, todos me viam sempre sorridente e feliz cumprimentando a todos, mas aos poucos eu fui me isolando, só eu sei o quanto chorei e as inúmeras vezes que a única forma de sentir um abraço que tanto precisava era abraçar meus gatos e minha cachorra de estimação.
Hoje em dia escuto comentários, que não entendem porque mudei meu comportamento, continuou cumprimentando a todos sorridente e feliz, mas nada além disso.



Johana da Silva


Depressão em Familia

Sou a irmã mais nova de três filhas de minha mãe que nos criou sozinha pois o nosso pai nunca se importou de cuidar de sua família.
Dedicou a sua vida para dar á nós conforto, dignidade, educação, um lar, vida em família. Trabalhou muito e vocês não imaginam o quanto e conseguiu dar tudo isso e por muitos anos.
Conseguimos a nossa casa com certo conforto , nosso carro. Pessoas que diziam nossa família já não tinham mais vergonha de nós por nossa mãe ter abandonado o nosso pai e ficado apenas com nós praticamente passando fome e mais nada. A nossa casa estava sempre cheia de pessoas,  familiares, todos sentiam-se muito bem lá porque eram bem tratados, faziam varias refeições lá e até mesmo pernoitavam. Erámos muitos felizes, pois tínhamos uma família perfeita e com pessoas que nos amávamos. Pena que um dia isso iria acabar e poucas pessoas sobraram em nossas vidas, inclusive a família perfeita.
Há uns 10 anos atrás minha mãe começou a ter depressão e com o passar do tempo a doença foi piorando por causa dos remédios fortes e  o abandono familiar e também as humilhações.
As humilhações infelizmente vieram da filha que ela mais protegeu e morreu protegendo. Essas humilhações começaram acontecer quando a mãe começou a precisar de ajuda para sentar-se a levantar-se, para tomar banho e nos últimos tempo para trocar fraldas e andar. Ela tinha nojo de fazer isso e quando saiamos de casa para comemoração em família tinha vergonha da própria mãe.
Para chegar a dependência física ela teve inicio eczofrênia e AVC leve (Acidente Vascular Cerebral), foram alguns anos visitando especialistas diferentes para dar o melhor que podia de mim a ela antes que partisse para sempre, penso que consegui, abri mão de praticamente tudo na minha vida pra me dedicar a ela, queria poder ter feito mais , mas infelizmente minha outra irmã também se distanciou apesar de não morar longe de nós, hoje após mais de ano do falecimento de nossa mãe não deixa de visita-la em nenhuma data comemorativa, pena que ela percebeu isso tarde demais.
Após o falecimento de nossa mãe, até as despesas funerais foram minhas, mas pelo menos o que estavam ao meu alcance eu fiz e posso viver de cabeça erguida no meio de varias pessoas que mesmo nessa situação tão difícil não se importaram de me fazer o mal, e como o mundo é perfeito elas tem que admitir que foi quem elas mais criticaram é prejudicam que fez até o que acreditava impossível para salvar a sua própria mãe.

Johana da Silva

Aprender a Viver Um Dia de Cada Vez

Como ser humano, aprendi a viver um dia de cada vez, como muitas pessoas, perdendo quem amamos, abrindo mão de do que realmente importava sendo sentimentalmente, financeiramente ou melhor de todas as formas.
Não imaginava ser tão forte para encarar e superar tantas coisas, mas estou aqui e até mesmo sendo admirada por pessoas que vivem ao meu redor.
Para sermos feliz depois de muitas decepções, como falo para as pessoas que vivem comigo sempre estou feliz, sorridente, disposta a ajudar no que está ao meu alcance quem está ao meu arredor. Muitas coisas doeram e muito, mas hoje com a ajuda  de Deus posso escolher quem são as pessoas que vão fazer parte de minha vida, e vivem perto de mim quem me faz bem. Perdi uma grande parte de pessoas  que gostariam que estivessem ao meu lado, mas como elas não me fazem me sentir amada e respeitada dou a elas um "oi", 'Bom dia" Boa tarde" e "Boa noite"
Cheguei até o fundo do poço e sai de lá porque Deus e poucas pessoas que sobraram estavam ao meu lado e pra chegar lá infelizmente a vida e muitas pessoas colaboraram e por incrível que pareça quem eu mais amava, mãe, irmãos, colegas de trabalho e pessoas que nem me conheciam e não sabiam a realidade que estava vivendo e parece que quando as coisas  ruins acontecem precisam ser todas juntas e eu fiquei sem chão.
Sempre falo que foi eu e Deus, que superamos essa caminhada ate aqui e muita coisa boa vai acontecer porque nunca deixei de acreditar que o mundo e perfeito e uma perfeição que ele já me mostrou é que pessoas que me fizeram mal não entendem como como dei a volta por cima e hoje sou feliz.
Agradeço todos os dias a Deus por ter onde morar, por ser uma pessoa saldável, por ter o que comer, roupas para vestir, por ter trabalho... hoje tenho muito a agradecer por que tenho tudo o que preciso e ele me deu o que mais pedi, que é Ter uma Vida com Paz.


Johana da Silva